::Sobre Mim::

Nome:Paulo
Idade:Jovem de espirito
Cidade:Teresópolis-RJ
Gosto:Livros, bons filmes, natureza, misticismo e paz
Odeio:hipocrisia
Filmes:O Senhor dos Anéis, A Espera de Um Milagre, Star Treck
Músicas:Todas do Clannad, Era e Vangelis


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Música

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PAISAGEM

Vede a casa nos cimos da colina,

cercada em treze frondes seculares!

Parece que treze forcas ambares

balançam ainda em torno da ruína.

 

Foi lar de uma família florentina...

Treze moças sombrias e exemplares...

E eis que uma loucura entre os treze olhares

arrastou-as longe à bênção divina...

 

- Treze frondes levaram treze cargas

por treze dias turvos... Lhes foi jus!

Dizem que um monge, treze rezas largas

 

e treze tranças de alho-roxo, em cruz,

pra esconjurar recordações amargas

cravou nas treze janelas azuis!



- Postado por: Paulo às 11h23
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MYSTERA

 

 

Ronda uma melodia misteriosa e grave

 

nos ares. O sol se cobre doentio

 

como um tísico ancião cheio de preces e ais.

 

Sob céus profundos, roxos, ogivais,

 

 o véu da lua como numa marcha suave

 

levemente desliza no chão frio,

 

 a sombra reta das horas lembrando, irreais,

 

sombras de castiçais.

 

 

Há uma nostalgia serena em cada aroma,

 

 em cada essência uma reflexão,

 

quando tudo se perde, distancia ou morre,

 

a solidão, como uma longa torre

 

eleva-se, e cada urze, sombra ou nuvem, toma

 

a esquisita postura de um anão.

 

Um frêmito rumorejante após decorre,

 

desanda-se, discorre,

 

 

em luzes fantasmais... O fino fio amarelo

 

de uma teia tudo cruza, discreta

 

e tenuemente... Vibra, bambeia, levita...

 

Uma inspiração triste agora fita,

 

de um nebuloso altar meu vulto em desmazelo...

 

O meu olhar devoto lhe projeta...

 

E a noite toma a forma imensa e infinita

 

de uma Missa maldita!...



- Postado por: Paulo às 23h55
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Corpo e Alma

 

 

Na vida de encantos e desencantos,

 

a alma quis as luzes e os cantos;

 

 

 

o corpo quis as asas e as estrelas...

 

Cerrou duas mãos altas, sem colhê-las.

 

 

 

O corpo colheu flores e espinhos;

 

a alma, as cores... E a dor dos caminhos.

 

 

 

A alma quis distância; o corpo, horizontes:

 

seguiu os caminhos, venceu os montes...

 

 

 

E foi tão justa e convincente a sorte,

 

que a alma quis repouso; o corpo, a morte.

 

 



- Postado por: Paulo às 21h03
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Uma Estrela Me Disse...

 

Só e triste como me fez

 

a vida, olhei o céu pela

 

primeira vez

 

e me apaixonei por uma estrela;

  

e com uma estrela no olhar

 

 um verso no coração,

 

pus-me a sonhar

 

subindo uma montanha de ilusão...

 

 

No topo, cerquei-me em rosas,

 

céu, perfumes e luar,

 

as mãos nervosas

 

cumprindo fielmente o seu altar...

 

 

No tudo que me foi pouco

 

cantei como canta um poeta

 

ou como um louco

 

a canção desse amor que nos completa...

 

 

E foi tão grande a loucura,

 

o meu sonho: tão além,

 

que caí da altura,

 

e numa estrela me tornei também!...

 



- Postado por: Paulo às 21h08
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Tema De Partida Nº 1

 

 

Eu olho pensativo pra esta porta

 

de chave de bronze, campainha morta

 

e tapete escarlate,

 

onde um vento tristonho, às vezes vem e bate;

 

e uma tarde melancólica se recorta.

 

 

 

Eu olho pra esta porta penumbrosa

 

que outrora se abriu pra um canteiro rosa

 

em cristalinos dias...

 

E onde espiam desfolhadas ramarias...

 

E range com a minha entrada tediosa.

 

 

 

Esta porta pesada, misteriosa,

 

guardiã da minha vida tortuosa

 

e dos meus sonhos mortos;

 

onde esbarram os ramos curvos, absortos,

 

e onde junca às vezes, a estação folhosa,

 

 

 

de gasto degrau e de lampadeiro triste...

 

- Foi a porta afinal, por onde tu saíste!

 

 

 



- Postado por: Paulo às 20h11
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Em Teus Olhos

 

 

Em teus olhos não vi um pensamento

 

que fosse meu, só meu, por um momento;

 

nem o luzir fugaz de uma alegria...

 

Um canto de amor... Uma melodia;

 

nem o brilho da lágrima saudosa

 

pendendo dos teus negros cílios, chorosa;

 

 

 

o espelho sequer de uma lembrança

 

que nos claros horizontes remansa;

 

uma prece feliz, pairando o terço...

 

Ou a ternura simples de um verso.

 

Só a ciência... Plena... Definida.

 

Nem um romance... Uma folha comovida;

 

 

 

sequer surpresa... Indagação singela...

 

- Mas vi de perto... De bem perto... Uma estrela!

 

 

 

 



- Postado por: Paulo às 17h56
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O Amor Maior

 

  

Meu coração de poeta idealizou um jardim...

 

O sol nas telhas... A roseira enflorescida,

 

pairando a borboleta em asas de cetim...

 

Floradas novas; botões de rubim;

 

o adejo da cortina clara e transluzida...

 

 

 

Uma cancela branca e cheia de arminho...

 

A volta do labor, da varanda o jasmim;

 

no gramado, pendente, a sombra de um linho...

 

O riso à porta; o gesto de carinho;

 

os aromas do lar... Depois a paz sem fim.

 

 

 

- Meu coração, assim, idealizou uma vida!

 

Flores envidraçadas na tarde carmim;

 

um adorno feliz na árvore luzida...

 

... Mas fito o céu velado, de marfim...

 

Um amor maior que o meu te levou de mim!...

 

 

 

 



- Postado por: Paulo às 14h07
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Aqui Não Estás

 

 

Trago-te uma rosa, pairando um colibri...

 

 

Te procuro além dos meus olhos... Mas aqui

 

 

não estás.

 

 

Frágil sol nas paredes pálidas fulgura,

 

 

ainda revoando uma aura suave e pura,

 

 

de florais.

 

 

Algo de ti minha alma toca, nos beirados

 

 

despetalando-se os cravos perfumados

 

 

e os rosais.

 

 

Espiam-me os fantasmas vãos da tua ausência,

 

 

de cada canto, sombra, vaga transparência

 

 

de cristais.

 

 

 

E as asas mais nos horizontes se resguardam...

 

 

Como adeuses que apenas os poentes guardam,

 

 

celestiais.

 

 

Na varanda resta uma rosa que eu perdi...

 

 

E uma lua nos céus a minguar... - Porque aqui

 

 

não estás.

 

 

 

 



- Postado por: Paulo às 16h26
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 A Estação

 

 

A estação chega como numa profecia:

 

as janelas, clareia a cidade vazia,

 

cheia de sol nas telhas obsoletas.

 

 

E trocam, os silêncios, confissões secretas.

 

Jardins se abrem à sombra das borboletas...

 

Doce perfume aspira a ventania.

 

 

Rente... Rente às muradas o floral radia...

 

Sombras harmoniosas na hora luzidia

 

buscam-se nas alamedas discretas.

 

 

 

 

E as mãos separam-se na tarde em tons

 

 violetas...

 

Vai morrendo o crepúsculo entre as silhuetas,

 

quando a lua pálida se anuncia.

 

 

 

E uma sombra apenas, grave, fugidia,

 

contempla o luar matizado em raias pretas...

 

E chora a maldição sublime dos poetas!...

 



- Postado por: Paulo às 21h40
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Muita emoção pra um coração só... Por isso quero compartilhar com todos mais estas conquistas que dedico mais uma vez ao meu amor Claudia e seus toques de fada que estão em cada detalhe desta pagina! Obrigado mais uma vez a minha amiga Mary. E mais uma vez parabéns por esse maravilhoso trabalho! Espero sempre, e na maneira que me e possível, continuar correspondendo às expectativas  de todos os que aqui me prestigiam. Um grande abraço a todos e um grande beijo de luz em suas almas!



- Postado por: Paulo às 19h00
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A Pena e a Canção

 

 

O meu céu é cinzento e não tem anjos;

 

nem meu berço também teve os arranjos

 

das flores em botão;

 

 

 

meus trilhos não têm fontes nem rosais;

 

nem a manhã dourada dos trigais,

 

o sabor do meu pão;

 

 

 

nem uma rosa, o livro dos amores,